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THÉÂTRE DE LA VILLE ESTREIA NO BRASIL COM MONTAGENS
DE “O RINOCERONTE” E “IONESCO SUITE”, NO
SESC PINHEIROS

 

Encenações do franco-português Emmanuel Demarcy-Mota
celebram a obra de Eugène Ionesco, gênio do teatro do absurdo.

 

O Sesc Pinheiros recebe em junho a companhia residente do Théâtre de la Ville - Paris, em sua primeira passagem pelo Brasil, para apresentações dos espetáculos “O Rinoceronte” (dias 5, 6 e 7, no Teatro Paulo Autran) e “Ionesco Suite” (dias 6 e 7, no segundo andar da unidade).

 

Assinadas por Emmanuel Demarcy-Mota, franco-português que dirige a prestigiada casa teatral parisiense desde 2008, as montagens revisitam uma parcela representativa da produção de Eugène Ionesco (1909-1994) e desvelam um processo laboratorial acerca de seu universo dramatúrgico que já soma mais de uma década.

 

Demarcy-Mota encenou “O Rinoceronte” pela primeira vez em 2004, reelaborando-o sete anos mais tarde, e, desde 2005, se debruça sobre “Ionesco Suite” num trabalho coletivo no qual costura cenas de diversos textos do autor que viveu entre a Romênia e a França e cuja obra evoca dúvidas existenciais e metafísicas sobre o sentido da vida.


A turnê de estreia pelo Brasil é realizada pelo Sesc São Paulo em parceria com Cidade das Artes, Cine Theatro Brasil Vallourec, Consulado Geral da França em São Paulo, Institut Français e Prefeitura de Paris. Antes de serem apresentados em São Paulo, os espetáculos da companhia francesa passaram pelo Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

 

“Houve uma vez um homem chamado Eugène Ionesco que, levantando sua solidão como uma bandeira, transformou-a numa espécie de força secreta, nem heroica, nem tirânica. É assim como um palhaço triste no meio do picadeiro, criando desconforto nas arquibancadas ansiosas por saudar a supostamente tranquilizadora figura do palhaço alegre. E, como um bufão shakespeariano dos nossos dias, Ionesco teve de driblar muitos tiranos para que enfim pudesse lançar para o mundo seus enigmas entrançados em profunda verdade” Emmanuel Demarcy-Mota


O Rinoceronte (Rhinocéros)

 

O rinoceronte é conhecido como um animal teimoso, obstinado, assim como eu. Quis fazer com que essa estranha peça fosse revista e provocasse novas reações”, explica Demarcy-Mota.

 

Escrita em 1959, a fábula teve sua estreia em Paris no ano seguinte, com direção e atuação de Jean-Louis Barrault. Em 1961 subiu à cena em Londres, com Laurence Olivier no papel principal e direção de Orson Welles. Na sequência, estrelada por Zero Mostel em Nova York.


Tida como uma parábola à invasão da Europa pelo fascismo, que ecoa Franz Kafka, “
O Rinoceronte” traz o horror atemporal do que Ionesco chamou de histeria coletiva, passada adiante a bordo de ideologias. O argumento é simples: num vilarejo, a população vai gradual e inexplicavelmente se transformando em rinocerontes, à exceção de um de seus habitantes, Bérenger, que assiste à transmutação de todos.

 

“Procurei fazer com que as camadas de significado emergissem, como numa escavação arqueológica em que topamos com um tesouro oculto. Neste mundo em transformação, a parábola de Rhinocéros se presta a incríveis novas interpretações”, explica o encenador.


O indivíduo versus o rebanho, a fuga da solidão, a aceitação das diferenças, a invasão da estranheza que reverte o conceito de normalidade – no final, estranho é o homem que resta – são conceitos que Ionesco propõe em vertiginosa progressão, e que Demarcy-Mota apresenta numa “obra-prima de um grupo e de cada ator em caos coreografado”, como descreveu o crítico Robert Hurwitt no San Francisco Chronicle. “Rebanhos são gangues, grupos, associações, empresas, partidos em que dependemos das ideias de outros e que acabam se tornando as nossas ideias”, reflete o diretor.

 

Neste contexto, não há líder ou ditador no bando de paquidermes. “É uma servidão auto-inflingida. A alegoria é mais próxima de uma epidemia, de uma praga. Nós nos tornamos rinocerontes por covardia, preguiça, conveniência; não há chefe, há a vizinhança, existimos eu, você, a sociedade de consumo mecânico. Os rinocerontes vencem e eu, Bérenger, tenho que me retirar do mundo”, completa.

 

A interpretação do desesperado Bérenger foi entregue a Serge Maggiani. O personagem é uma espécie de leitmotiv – e figura semibiográfica – de Ionesco, desde sua segunda peça, O Assassino” (Tuer sans Gages”), ao expressar a angústia e o estranhamento diante do mundo em sua expressão ingênua, retornando ainda em diversas obras, como Le Pieton de l’air” e “Le Roi se Meurt”.

 

A crítica especializada destaca ainda o trabalho físico do elenco, às vezes coreográfico e acrobático, desenvolvido na atmosfera inquietante que o encenador cria com cenários e iluminação. “É um grande prazer ver esse elenco formidável, capaz de entender tão
profundamente a obra de Ionesco”
, publicou Chris Jones, crítico do Chicago Tribune.

Ionesco Suite

 

Nascida de um processo de pesquisa e exercício de Emmanuel Demarcy-Mota com seus atores, Ionesco Suite” resulta de um trabalho coletivo que costura cenas de diversas obras do dramaturgo franco-romeno. “Pensei num formato em que os atores estivessem em contato muito próximo com o público”, descreve o diretor. “Escolhemos alguns temas, como convenções sociais, medo da existência, medo de expressar-se, de não ser ouvido e entendido pelos outros”, num trabalho que, iniciado em 2005, “continua evoluindo”.


O espetáculo reúne excertos de diversas obras da primeira fase de Ionesco, nos anos 1950, “período de reconstrução e esperança, mas ainda povoado pela dor do conflito e em que o entusiasmo ideológico estava congelado pela Guerra Fria”. Os trechos foram combinados e remisturados debaixo de situações de família, de casais, da vida escolar, como num teatro burlesco que escapa do convencional final feliz exigido pelo público burguês.


Os sete atores, de diversas procedências e diferentes gerações, apresentam os trechos de “Jacques ou A Submissão”, “Delírio a Dois”, “A Cantora Careca”, “Exercícios de Conversação e Dicção Francesa para Estudantes Americanos” e “A lição”, que retratam as dores da construção, de destruição e da reconstrução do grupo e do indivíduo. “Não é somente um olhar político, porque é divertido demais; não é uma simples brincadeira, porque é real demais. É um momento de puro teatro, louco e profundamente impactante”, define o encenador.



Emmanuel Demarcy-Mota

 

Nascido em 1970, é filho da atriz portuguesa Teresa Mota e do diretor e dramaturgo francês Richard Demarcy. Aos 17 anos, fundou o grupo Millefontaines com seus colegas do Liceu Rodin, experiência que prosseguiu na época em que estudou na Sorbonne, abordando as obras de muitos autores europeus, como Büchner, Shakespeare, Pirandello, Brecht e Kleist.


Em 1994, montou “
A História de um Soldado”, de Ramuz, no Théâtre de la Commune; em 1995, Léonce et Léna, de Georg Büchner. Recebeu, em 1999, o Prêmio de revelação teatral do Sindicato Nacional da Crítica de Teatro por sua montagem de Trabalhos de Amor Perdidos” (Peine d’amour perdue/Love’s Labour’s Lost”), de Shakespeare. Em 2000, dirigiu “Marat-Sade”, de Peter Weiss, no Théâtre de la Commune; em 2001, Seis Personagens à Procura de um Autor”, de Luigi Pirandello, no Théâtre de la Ville (pelo qual foi premiado pelo Sindicato Nacional da Crítica de Teatro).

 

Nomeado como diretor da Comédie de Reims em 2001, abriu sua primeira temporada com duas criações de Fabrice Melquiot (“L’Inattendu” e “Le Diable em partage), autor que voltaria a encenar em 2005 – “Marcia Hesseno Théâtre de la Ville. Em Reims, inaugurou uma fase de grande atividade na política cultural, criando um Coletivo artístico e um centro de pesquisas. Inaugurou em 2007 um Atelier com a criação do Festival Reims-Scènes d’Europe.

 

Em 2004, montou “O Rinoceronte de Ionesco e, em 2007, “Homme pour homme”, de Bertolt Brecht, ambos no Théâtre de la Ville. Assumiu a direção do Théâtre em 2008. Levou à cena “Casimir et Caroline de Horváth em 2009 e 2010, e reapresentou “O Rinoceronteem 2011. É também presidente da Anrat (Associação Nacional de Pesquisa e Ação Teatrais), que reúne professores e artistas envolvidos em ações de educação para as artes.

 

Recebeu em 2010 o prêmio Plaisir du Théâtre SACD pelo conjunto de seu trabalho. No ano seguinte, foi nomeado diretor do Festival d’Automne à Paris, inaugurando também uma Jornada Infância e Juventude, em parceria com cinco cinemas da capital francesa. Em 2012, montou “Victor ou les Enfants au Pouvoir”, de Roger Vitrac, apresentou Ionesco Suite no Théâtre aux Abbesses e nos liceus de Paris, além de levar a recriação de “Rinoceronteem turnê pelos EUA. Em 2013, apresentou a peça no Barbican de Londres, em Moscou e em Barcelona. Em 2014, montou “Le Faiseur de Balzac no Théâtre aux Abbesses e remontou “Seis Personagens à Procura de um Autor, de Pirandello, em turnê pela França e EUA.

 

Eugène Ionesco

(Romênia, 1909 - Paris, 1994).


Filho de um advogado romeno e de mãe francesa, foi batizado na religião ortodoxa, à qual pertenceu durante toda a vida. Ainda criança mudou-se com a família para Paris. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, seu pai voltou para a Romênia, deixando Eugène e sua irmã aos cuidados da mãe. Entre 1917 e 1919 Ionesco – criança de saúde frágil – morou em La Chapelle Anthenaise. Voltou em 1922 ao seu país para terminar os estudos – cursou Francês na Universidade de Bucareste – e começou a trabalhar num banco em 1926.

 

Ionesco colaborou com diversas revistas literárias romenas. Em 1934 publicou “Não!” (“Nu!”), uma coletânea de artigos e textos que criticava muitos escritores e poetas romenos e que escandalizou o meio literário oficial. Casou-se em 1936 com Rodica Burileano, trabalhando na época como professor de francês e como editor das páginas literárias de revistas e jornais. Em 1938, recebeu uma bolsa do governo romeno para estudar literatura francesa em Paris.

 

Durante a Segunda Guerra Mundial, passou por dificuldades financeiras e sobreviveu com trabalhos eventuais; traduziu as obras do poeta romeno Urmoz e atuou como revisor. Em 1948, escreveu a peça “A Cantora Careca, que estreou em 1950, uma comédia surreal que se tornou uma das principais obras do teatro do absurdo. Em 1960 estreou sua obra mais conhecida, “O Rinoceronte”. Suas peças, como “A Lição”, “As Cadeiras” e “O Novo Inquilino” marcaram o teatro do século XX. Já um escritor de prestígio, em 1971 foi admitido na Academia Francesa. Morreu aos 81 anos, em sua residência, e foi enterrado no cemitério de Montparnasse.

 

Ionesco preferia chamar sua produção dramatúrgica de “teatro insólito”, no lugar de “absurdo” – termo pelo qual acabou sendo conhecida. Para ele, absurdo apontava para a incompreensão, já “insólito” evocava, ao mesmo tempo, pavor e fascínio diante da insensatez e das estranhezas do mundo. “O deslumbramento é a minha costumeira reação ao mundo”, escreveu ele em “Notes et contre-notes” (Editions Gallimard, Paris, France, 1962).


Ficha técnica e Serviço

 

“O Rinoceronte”, com Théâtre de la Ville

Texto: Eugène Ionesco
Direção: Emmanuel Demarcy-Mota

Cenário e iluminação: Yves Collet
Música original: Jefferson Lembeye

Figurinos: Corinne Baudelot
Maquiagem: Catherine Nicolas

Consultoria literária: Marie-Amélie Robilliard

Elenco: Serge Maggiani, Hugues Quester, Valérie Dashwood, Philippe Demarle, Charles-Roger Bour, Jauris Casanova, Sandra Faure, Gaëlle Guillou, Sarah Karbasnikoff Grocer, Stéphane Krähenbühl, Gérald Maillet, Walter N’Guyen, Pascal Vuillemot

Produção: Théâtre de la Ville - Paris

Coprodução: Grand Théâtre de Luxembourg - Le Grand T

 

Local: Teatro Paulo Autran | Sesc Pinheiros
Data: Dias 5, 6 e 7/6. Sexta e sábado, 21h; Domingo, 19h

Ingressos: R$ 60 (Inteira), R$30 (Meia: estudante, servidor de escola público, +60 anos, aposentados e pessoas com deficiência), R$18 (Credencial Plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Vendas a partir de 26/5 (terça-feira), às 16h30, pelo portal www.sescsp.org.br; e 27/5 (quarta), às 17h30, nas bilheterias das unidades do Sesc São Paulo. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. Apresentado em francês com legendas em português.

“Ionesco Suite”, com Théâtre de la Ville

Texto: trabalho coletivo baseado nos textos de Eugène Ionesco: “Jacques ou A Submissão”, “Delírio a Dois”, “A Cantora Careca”, “Exercícios de Conversação e Dicção Francesa para Estudantes Americanos” e “A lição”
Direção: Emmanuel Demarcy-Mota

Assistente de Direção: Christophe Lemaire

Música: Jefferson Lembeye, Walter N’Guyen

Cenário e iluminação: Yves Collet

Elenco: Charles-Roger Bour, Céline Carrère, Jauris Casanova, Sandra Faure, Stéphane Krähenbühl, Olivier Le Borgne, Gérald Maillet
Produção: Théâtre de la Ville - Paris

 

Local: 2º andar | Sesc Pinheiros

Data: Dias 6 e 7/6. Sábado, 18h; Domingo, 16h

Ingressos: R$ 40 (Inteira), R$20 (Meia: estudante, servidor de escola público, +60 anos, aposentados e pessoas com deficiência), R$12 (Credencial Plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Vendas a partir de 26/5 (terça-feira), às 16h30, pelo portal www.sescsp.org.br; e 27/5 (quarta), às 17h30, nas bilheterias das unidades do Sesc São Paulo. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. Apresentado em francês com legendas em português.

 

 

SESC PINHEIROS

Endereço: Rua Paes Leme, 195.

 

Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.

Tel.: 11 3095.9400.

 

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Matriculados no Sesc: R$ 6,00 nas três primeiras horas e R$ 1,00 a cada hora adicional. Não matriculados no Sesc: R$ 8,00 nas três primeiras horas e R$2,00 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 6,00.

 

 

 

Assessoria de imprensa dos espetáculos:



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Com Lúcio Nunes | Letícia Cardoso

Contatos: (11) 3824-4200 | 98312-5231

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